(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

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A noite em transe

 

E a insônia desbrava a madrugada

Na ânsia de abordar um alvorecer sonhado,

Já que a noite turvou-se com um inesperado e inexplicável fim.

Palavras perfurantes, marcantes, ditas numa frigidez de dar inveja aos freezers, aos polos,

Construídas num egoísmo ímpar.

O bom foi que não saíram de mim;

Jamais teria a coragem de proferi-las.

Mas a vida é uma escola particular que prima em contratar exímios professores, e o método é o sofrimento.

Em que pese a insanidade da insônia, ela me proporciona lembranças de inesquecíveis momentos, mas sem a presença do ofídico veneno.

Na solidão, a alma é penada e, por outro lado, concomitantemente, o Espírito é depurado, exposto ao processo da forja com martelo, bigorna e fogo.

Todo planejamento de excelência deve ser arrimado no pessimismo; assim, surpresas serão minimizadas.

A paixão é cegante e nem planejamento há, e a entrega ignora as variáveis que conduzem à fatal derrota.

E, por falar em espíritos, há os amoráveis e os ardilosos; há os que sabem jogar e os pernas de pau. O mundo é um estádio, um teatro onde sempre haverá vencedores e perdedores. O empate, Deus vomita, e vai-se para a prorrogação e, por fim, os pênaltis. Haverá sempre os ditosos e os inditosos.

Por fim, é tudo tão intrigante, mas sabe-se fazer parte do viver.

(RAS)
Enviado por (RAS) em 11/08/2026


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