(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

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Eu hoje sangro palavras escritas num papel em branco, tal e qual minha vida.  
Minha inspiração traz estilhaços de sentimentos idos, mas ainda com a força de machucar…  
Estrondos ensurdecedores de outrora doces declarações, mas que, na trajetória do passado até aqui, foram sendo incrustadas de reminiscências e formando um invólucro a blindar sonhos vívidos intensamente vividos…

E lá desse passado vem uma espécie de jogo de retalhos multicoloridos, perpassando eras, costurando saudades e desejos.  
Agente causador de muitos sofrimentos, projéteis de múltiplos calibres para alvos aleatórios.

Enquanto isso, todo esse apronto afasta-se do objetivo.  
A cada batalha inócua, o coração pede trégua, sem se dar conta de que é ele o beligerante…  
E o papel cada vez mais se enrubesce em consequência de profundas feridas causadas por escolhas de alvos errados, mal calculados.

Mas a alguém resta a missão de registrar a história.  
Se fosse só no papel, tudo bem. Pior é o registro da mente. Pior ainda: o danado do coração lê.

(RAS)
Enviado por (RAS) em 28/07/2026


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