
Hoje acordei com muita vontade de filosofar sobre Liberdade…
e para não voltar a dormir,
despertar com um gole de café eu resolvo.
Hoje resolvi medir o grau da minha insanidade
e temi descobrir
eu ser de minha liberdade o estorvo.
Hoje resolvi entender a prioridade
de meus desejos e minhas vontades…
Quais os valores
que com meu livre arbítrio em mim eu movo?
Se consigo com meu parco conhecimento
distinguir desejo de necessidade…
Hoje me atrevi e me indaguei:
• A que Deus eu realmente me apego e louvo?
E em qual dos nichos da minha mente
eu guardo a minha verdade?
Em que momento aquilo que de melhor eu recebo,
ao universo, agradecido, devolvo?
Hoje eu acordei com tanta vontade
de filosofar sobre Liberdade…
e todas as hipóteses e possibilidades levantadas,
ante a minha velada intransigência,
eu as dissolvo,
então eu paro, paro e penso
se o que faço é alquimia
ou fuga da realidade
E chego a ditosa e mais sensata tese:
que terei que renascer,
tantas vezes…
de novo…
de novo!