(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

O Sobrevoo. 

 

     O mundo em que vivemos, por demais sabido, não é um mundo perfeito. Estamos aqui de passagem, sob pressões de sucessivas provas e expiações, com causas em dívidas adquiridas, nas pretéritas existências. Diante dessa premissa, ouso concluir que, paradoxalmente, o livre arbítrio torna-se o nosso maior cárcere, enquanto submetidos a um invólucro e plasmado num orbe a nos depurar, cárcere esse, em que as celas são construídas na rigidez das normas morais e da sublime ética, que se transcende nas Leis Divinas, com ênfase no Evangelho de Jesus.

     Mas então, como superar e sobreviver a esse paradoxo? Estudando, nos educando, nos disciplinando, evoluindo, construindo um novo ser, resultado de uma imprescindível reforma íntima e, assim, serão transformados esses incidentes cárceres, em células formadoras de um mundo regenerado, a aspirar o adiantamento do ditoso porvir. Destarte, descobriremos não estarmos encarcerados, mas envoltos numa energia que nos dopa, com o que é demasiado sagrado. 

     Em dois versículos, o Apóstolo Paulo nos revela tal prodígio:

1 Coríntios 6:12

 "Tudo me é permitido", mas nem tudo convém. "Tudo me é permitido", mas eu não deixarei que nada me domine;

e categoricamente complementa com a sua lucidez:

Gálatas 2:20 

Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.

Eis o aprisionamento a ser incessantemente almejado e buscado. 

     Tudo totalmente focado em retidão e renúncias… uma entrega, uma sintonia com a Verdade, o que rumará o pensamento humano, para a plena e fluídica rota da Angelitude. 

Assim seja!

(RAS)
Enviado por (RAS) em 02/06/2026


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