

![]() Um anjo num anunciado desarranjo.
E vejo um anjo caído, no firmamento perdido, Que traiu e foi traído, A volitar na solidão. Um anjo distraído, por tão pouco convencido, Pelo egoísmo compelido, A abrir mão da evolução. Um anjo envergonhado, de súbito , destronado, Num imenso vazio lançado, Pelas garras da ilusão. Vejo um anjo em decadência, preso às excrescências, Que a sua própria vivência, Previsivelmente, o submeteu. Vejo um anjo na angustura, tão decrépita criatura, Que ao mundano se rendeu. Que apostou numa ventura, daquelas que não perdura, E nada rende, nem depura… Assim, nem conta, o anjo deu, Que no mundo não há anja, pensou encontrar sua canja, A sua metade da laranja, Mas com o diabo se meteu. E aí o coitado do anjo , não foi querubim, nem arcanjo, Mas um exímio tocador de banjo, Que na gandaia, por derradeiro, se perdeu... (RAS)
Enviado por (RAS) em 31/05/2026
Alterado em 31/05/2026 Comentários
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