(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

Os frágeis berços que acolhem tramas.

E as noites são frias e quentes, ora soturnas, ora ardentes, pelos homizios das perfídias… 

Às vezes imensas, às vezes breves, às vezes densas, às vezes leves, nas vezes das insensatas orquídeas.

Fétidos insumos fertilizam os estéreis solos, que tornam-se colos, para as dálias e gardênias… 

Uma cerca viva a tapar as vistas dos passantes aficionados, pelas damas das noites boêmias… 

As rosas se desfolham, ante os rústicos cravos amantes… e traem os fragilizados e, por dentro, dilacerados jasmins,

Enquanto que canteiros são usados, como leitos malfadados, por instantes denominados, elíseos e perfeitos jardins…

Raiam os dias, numa espécie de normalidade, mas que na realidade, não é bem assim… 

Apenas clareiam a verdade, de tanta fugacidade, na soma das sentimentalidades, que não resistem ao tão profetizado fim.

E todos saem feridos, pasmos e perdidos, as contumazes e audazes personas, de um intrigante, circulante e vicioso folhetim.

(RAS)
Enviado por (RAS) em 25/04/2026


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