(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

 

Procela de águas e mágoas.

 

E eu que tomei veneno, junto com Sal de Fruta Eno, pra curar a minha azia… 

E eu que por um aceno, tomei tanto sereno, numa imensa noite torpe e fria.

 

E eu que troquei de vez, meia dúzia por seis, em uma escolha infeliz e suicida…

E eu, com a soberba dos reis, nem conto a vocês, o que fiz de minha sôfrega vida.

E eu, que entrei pra jogar e joguei sem pensar, na importância da partida… 

E eu que avancei sem pensar, investi, sem me preocupar, ser um jogo feio e sem torcida.

 

E foi aí que eu perdi os meus dias, em tristezas e folias, num ilusório carnaval… 

De repente, as fobias comprometiam as fantasias, em um enredo infernal.

Por fim eu nem tinha mais valia, sem adereços ou alegorias… a derrota veio brutal... 

 

Eu me envolvi em triste enredo, sem cuidado, sem medo, confiando naquele samba… 

Fui pro segundo grupo mais cedo, atordoado ante o degredo, de quem um dia, por toda a avenida, foi bamba…

(RAS)
Enviado por (RAS) em 26/03/2026
Alterado em 26/03/2026


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