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Procela de águas e mágoas.
E eu que tomei veneno, junto com Sal de Fruta Eno, pra curar a minha azia… E eu que por um aceno, tomei tanto sereno, numa imensa noite torpe e fria.
E eu que troquei de vez, meia dúzia por seis, em uma escolha infeliz e suicida… E eu, com a soberba dos reis, nem conto a vocês, o que fiz de minha sôfrega vida. E eu, que entrei pra jogar e joguei sem pensar, na importância da partida… E eu que avancei sem pensar, investi, sem me preocupar, ser um jogo feio e sem torcida.
E foi aí que eu perdi os meus dias, em tristezas e folias, num ilusório carnaval… De repente, as fobias comprometiam as fantasias, em um enredo infernal. Por fim eu nem tinha mais valia, sem adereços ou alegorias… a derrota veio brutal...
Eu me envolvi em triste enredo, sem cuidado, sem medo, confiando naquele samba… Fui pro segundo grupo mais cedo, atordoado ante o degredo, de quem um dia, por toda a avenida, foi bamba… (RAS)
Enviado por (RAS) em 26/03/2026
Alterado em 26/03/2026 Comentários
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