(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

Desdita. 

 

Taças de cristais que em repetitivos e incautos brindes, tilintam e se espatifam, de tanto se esbarrarem… 

Tudo programado e rascunhado, em forma de script, a ser decorado, para uma existência performática expositiva e corretiva… convincente, emocionante e, por derradeiro, apaixonante…

Daí, faz-se cegante… ilusionante… simétrica ao “inferno de Dante”!

E se havia mel naquelas luas, foi tão minguante!!!! Indescritivelmente, decepcionante!!! 

De assaz performáticos, tornaram-se errantes, frágeis cristais a se mostrarem cintilantes, quais vitrines iluminadas e exuberantes a atraírem, para traírem, os ali passantes…

E num “underground” anestesiante, portal umbralino dos amantes, os fragmentos espalhados, flamejantes, com o advento do vento, rastejantes… 

E agora, irrestauráveis, frustrantes, a alertarem os inconsequentes, nesse ilusório, nada debutantes, sistematicamente e a todo instante que: “nada, nada, nunca mais, lhes haverá de ser como antes!”

(RAS)
Enviado por (RAS) em 03/03/2026
Alterado em 03/03/2026


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