

![]() Um cármico desfavor.
E esse tempo que passa, Não abraça e disfarça, finge nada vê… O tempo que as vistas embaça, Que faz a caça, superar seu predador… Esse tempo que, qual o vento, perpassa A frágil carcaça do anoso jogador. Tempo que humilha, que inutiliza a pilha e debilita qualquer tipo de sensor, Que murcha as flores… e traz tantas dores… Posologia, disritmia, nevralgia, tremores e clamor, Tudo, tudo num troncudo desfavor. Esse tempo que rechaça a cachaça, a pirraça, a desvontade de viver… Esse tempo que me nega, não sossega essa refrega que assente, e não nega a minha vontade de lhe ter. Esse tempo tão tenso, sem senso e lento, que um retardo imenso, teima em não trazer, para mim, você… (RAS)
Enviado por (RAS) em 01/03/2026
Alterado em 02/03/2026 Comentários
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