(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

As profundezas do meu pré-sal. 

 

Entre o cintilar dos olhos teus

E o marejar dos olhos meus,

Escorrem as vicissitudes, 

Por tanta falta de atitudes!

Teu sorriso exacerbado, 

Qual um túmulo caiado, 

Embeleza o nada que te orienta,

Esconde o vazio que ostentas.

E a tua voz a entonar certeza,

Rouba de ti o que era beleza, 

Torna-te pétrea e indivisível, 

Ególatra e insensível… 

O que nos teus olhos cintilam,

São os medos que neles desfilam,

E por causa disso vacilam…

Já os meus simplesmente marejam,

Muito cônscios pelo o que os teus pelejam,

No fundo, no fundo, me desejam!

Abissalmente… me desejam!

(RAS)
Enviado por (RAS) em 11/02/2026


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