

![]() A Saga Angelitude.
No corpo, no lar e nos mundos, Nos plantios, nos campos fecundos, Há terra em sulcos profundos, Há semente, sabiamente, plantada, Na gleba fértil e habilmente arada… No céu, no mar e na terra, Há paz que se faz com a guerra, Há dor que na alma se encerra, Há vísceras a purgarem, ali, alojadas. Há, na atmosfera, odores de absurdos, Seres falantes, cegos e surdos, A tornarem os próprios caminhos lurdos, Sempre entre as cruzes e as espadas.
Dívidas, existências, aprendizados, evolução… Renúncias, resiliências, resistências, eternidade… Sabedoria, inteligências, heresias, devoção… E naus navegam por mansidões e tempestades. Cultos e ritos, agnosticismo, ateísmo, religião… Tesouros, runs, prazeres, encantos, berçários da ilusão… Não há portos que abarcam naus vazias, sem caridade, Ausentes a benevolência, a indulgência e o perdão. E os embarcados, embriagados, a blindarem-se da realidade, Rumam à perda, na sacra existência, da essência e da razão. (RAS)
Enviado por (RAS) em 04/02/2026
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