(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

Mares de escolhas. 

 

Eu mesmo criei meus brinquedos, 

Eu mesmo compus os meus versos, 

Sei como espantar os meus medos…

Sou eu quem pago meus ingressos.

Não construo sozinho minha estrada,

Vivo de sonhos, desejos de enredos…

Habito tantos orbes e universos,

E ainda dependente das bombas, granadas, torpedos…

 

Eu mesmo revelo meus segredos, 

Em diários imaginários, na alma, impressos…

Mergulhado em vis enganos ledos,

Sou avesso a atrasos e regressos… 

Respondo pelas minhas fortuitas jornadas,

E para tanto, eu acordo bem cedo, 

Enfrento as minhas purgantes invernadas, 

Mas de ninguém me tornarei arremedo! 

 

Eu me esfolo nos colossais penedos, 

Lançado por mares bravios, perversos,

Decreto, eu mesmo, meu próprio degredo,

Às profundezas da incerteza, submerso.

Sou escuna ousada, de velas içadas, 

Às tormentas, instintivamente, eu me antecedo,

Enfrento ferrenhas procelas anunciadas, 

Assim, eu não me basto, quase sempre, eu me excedo. 

(RAS)
Enviado por (RAS) em 22/12/2025


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