

![]() Os delírios nossos de cada dia…
Inspirado na música “A maçã “, de Raul Seixas e Paulo Coelho.
Qual a sensação da dicotomia, quando se debruça sobre os conceitos de sentimentos flutuantes, a insensata egolatria e a beleza do sublime? O que é querer possuir de alguém, até as vísceras, ou contentar-se apenas com o coração? É como se dignar e oferecer a outra face… Um amor pretenso que se exaure apenas entre dois, não é definitivo amor. O amor é viajante do tempo, te pega na feira ou no convento… em qualquer canto ou evento… e sempre de carona no vento, de repente, do nada, toma assento. Na mais formosa goiaba, há os bichos dela, minha mãe, inimiga do desperdício, já me dizia, “bicho de goiaba, goiaba é.” A beleza não deve ser a primazia das escolhas, muito menos as juras… mas jamais se negue encarar o que te vem como amor, apenas o tome como não tão somente teu. Transcender é engolir sapo… é dividir, sem medir o que te coube… Como elevar-se envolto nas teias do ciúme? Queres dizer-me que a realidade com devoção é loucura? Sim, digo e acrescento, apenas os loucos são capazes de tudo, imperturbavelmente, processar... crê, somente os loucos transcendem. (RAS)
Enviado por (RAS) em 05/12/2025
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