(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

       A quintessência do amor. 

 

     “Se os brutos também amam, paixões orlam os extremos.”

     Eis as nuances de uma dramática fotografia, implícitas entre os extremos da brutalidade e da candura, entre a convicção de Shane e a renúncia de Marian Starrett, que resultarão na itinerante e sensata decisão de Shane. 

     Nada é por acaso, assim, três vidas se entrelaçam nesse intrigante enredo.

      Nesse momento vem-me as cenas da luta entre Shane e Joe Starrett, quando fica latente a sublime vitória do emblemático sentimento.

      Assistam o contexto, assistam “Os brutos também amam!.”, para que entendam minhas percepções, aqui, sub júdice, analisada. 

     Entre tantos cenários de diversidades, há um imenso caso de amor do passado, a resistir em não reflorescer… provações constantes a espíritos desbravadores,  escaldados por pretéritas tentativas de aproximações e de escolhas inconsistentes…

     Será se somente eu vejo um pulsante e imenso amor sufocado pelas circunstâncias, mas respeitado e mutuamente admirado, nesse icônico filme, nesse, para mim, intrigante enredo? Shane e Marian Starrett, se deram a uma última chance de um amor condenado a, possivelmente, sentirem a eternidade, em futuras existências. 

     Esse filme é espetacular! E tantas e tantas vezes o assisti e, em todas elas, meu coração se convencia, na indubitável percepção da existência de múltiplas vivências, ali sutilmente a explicitar-se. Quantas vezes me vi nas performances daquelas rústicas personas e no sincero e amorável cuidado de cada um…

     Assista esse filme com o coração desperto e perceberás que nem o “release” faz alusão a um contido amor mal resolvido, aflorado, certamente, em vidas idas. 

(RAS)
Enviado por (RAS) em 22/11/2025
Alterado em 24/11/2025


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