(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

Lô Borges a desenhar-me…

 

“Da janela lateral

Do quarto de… sonhar

Vejo meu tempo passar

Sem mais lembrar 

Do primeiro passo

asso, asso, asso

asso, asso, asso…”

 

O tempo é uma indômita ventania a sacolejar a envelhecida e fragilizada nau, e eu o resultado desse imperceptível evento, um náufrago a me agarrar a qualquer possibilidade de vida… por isso, às vezes largado às procelas da avançada idade, sem nada a recorrer ao derredor, agarro-me a esses pulsantes e consoladores versos:

 

“ Porque se chamavam homens     

Também se chamavam sonhos 

E sonhos não envelhecem

Em meio a tantos gases lacrimogênios                 
Ficam calmos, calmos, calmos.
Calmos, calmos, calmos, calmos…    

E lá se vai… mais um dia.”

                                                                                             

(RAS)
Enviado por (RAS) em 06/11/2025
Alterado em 11/11/2025


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