

![]() O imenso túnel da saudade.
A saudade nos remete à inglória ou bem sucedida travessia de um longo e deprimente túnel, pétreo, úmido, escuro, estreito e sufocante… Angustura que acende a sensação de ser infinda e intransponível… a beirar delírio! Vagões cheios de reminiscências, pesam, trepidam, como a marchar sob a cadência daquele barulho de ritmo contínuo… torturante… De tão cheios, atrasam a transposição natural, que por instantes, se mostra inconclusiva… se estira e estica. E a escuridão funde noites, dias e estações, tempos findos e infindos, numa quase desesperança. Na saudade, é tão longe a luz no fim do túnel… e tão molengo é o tempo que passa, na velocidade duma “Maria Fumaça…”, de semblantes e apitos melancólicos, num cenário bucólico, a ascender lembranças marcantes, lá do começo do túnel, que mixados, afloram nostálgicas sentimentalidades… e nesse interminável ínterim, o introspectivo túnel só faz se alongar. (RAS)
Enviado por (RAS) em 02/11/2025
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