(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

As vertigens d’alma.

 

Quando o amor se for,

E no peito fazer dor,

É como arrancar da flor,

Suas pétalas, perfume e a vida.

Quando o amor se vai,

A alegria se esvai,

A alma, a saudade atrai,

E no peito faz guarida. 

 

Os olhos lacrimejam, 

Os lábios não mais se beijam,

Os ousados cupidos pelejam,

Os Instantes não mais se eternizam.

Os carinhos de vez se vão, 

Sonhos não têm mais vazão 

O vago invade o coração… 

E os cortes infetos não cicatrizam.

 

Se vão-se os amores,

Emudecem os cantores,

Afastam-se os beija-flores, 

E tanto encanto não resiste!

Se vão-se os amores,

Irrompem os amargores, 

Exordiam os tambores, 

Anúncio trépido, insensato… tão triste!

(RAS)
Enviado por (RAS) em 04/10/2025


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