(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

Junho em Conservatória

 

Em Conservatória/RJ. (Jun/2023)

 

Quando de ti a saudade me invade,  
É dor que arde,  
É sol indo embora…  
É o branquíssimo pano que encarde,  
O último arfar da tarde,  
É o amor que te implora…  

Se me lembro como eram teus encantos,  
Forma-se o pranto,  
Dentro dessa tua ausência…  
Então, lamento pelos escondidos cantos,  
Teus afagos, teus acalantos,  
Como um grito de clemência.  

Quando me vem à mente, a tua pessoa,  
Eu me entristeço à toa,  
É deveras indigerível…  
E isso no meu peito, pesadamente, ecoa,  
Imenso badalo que soa,  
Vazio, sem ti, impreenchível.,,  

Não sei mais lidar com esse distanciamento,  
Eivado de tormento,  
A me estarrecer…  
Assim, os dias passam lentos,  
Mais que o meus pensamentos,  
Quando ousam te esquecer.

(RAS)
Enviado por (RAS) em 08/06/2023
Alterado em 15/07/2026


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