(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos


 

Os entreveros nos entrementes.

 

Há sempre uma torre a frustar os desejos, 

Os ternos ensejos de abraços e beijos…

Há sempre um príncipe a alçar perseverança, 

E que pelas enormes tranças,

Por tão súbito amor se lança, 

A escalar a prisão de rapel…

Mas, se falta ali esperanças, 

Inócuas, do dignitário, as ganâncias,

Ou as cefaleias da prisioneira Rapunzel… 

Até que fiquem bem velhinhos, 

E façam da torre os seus ninho,

E voem, um dia, felizes para o céu…

(RAS)
Enviado por (RAS) em 06/09/2022
Alterado em 12/08/2025


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