(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

1822240.jpg

Conservatória - recorrente sonho meu

 

Em ti sou todo ouvido, e fui surpreendido com a beleza do lugar… cachoeiras, o túnel, trilhos e lugares onde creio que Apolo vem cantar.

Meus pensamentos sustenidos, naquelas ruas perdidos, entre músicas e o luar, sob o sereno em tom menor, tuas serestas vou buscar.

Dos teus bares vejo o lírico cortejo, belíssimo ensejo de a cultura preservar. Faz-se em ti, grafada em si, lindas tardes em bemol, de esplêndido sol, de emoção em escala menor, cromática, natural…

Ah, Conservatória, dos saudosos tons, em semi-breve tempo eu sou tão teu… tão só!
Violões e bandolins, pandeiros batendo em mim, e em “mi” soam bordões e outros, às vezes, de mim, toam de “dó”…

Ah, Conservatória de tantas memórias, da brazuca canção… de tantas homenagens às canções e aos cancioneiros, cativaste um romeiro, meu boêmio e seresteiro coração.

Conservatória, onde o trem mais trouxe do que levou e hoje é só lembrança do imponente tempo que, de trote em trote, arriado ali passou.

“Se uma de suas ruas fosse minha, eu mandava um pentagrama ladrilhar, e comporia a mais linda das trovinhas, para o meu bem, o meu bem ouvir cantar.”

(RAS)
Enviado por (RAS) em 05/01/2022
Alterado em 13/07/2026


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras