Ronaldo

 

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)



Textos

     Dos pergaminhos às websites. 

     Deus sempre nos enche de oportunidades para sermos melhores, por isso e para isso estamos aqui e a cada dia que acordamos, cumpre-nos darmos graças, pois não vencemos apenas um dia, mas distributivamente, oitenta e seis mil e quatrocentos segundos e mais, às vezes, as eternas micro frações desses segundos…
     Quando não somos o suficiente capazes de compreender o teor das mensagens divinas, nos justificamos dizendo que são tortas as infinitamente bem escritas letras, sem darmos conta dos nossos estrabismos, ante a nossa ínfima fé! Entendamos, que quanto mais nítida nos for a mensagem, não é de forma alguma Deus melhorando a ortografia dele, mas nós que estamos evoluindo.. 
     Dos ditos escribas, aos ditos intelectuais, sempre a recorrerem aos holofotes, para as suas insurgências e de Pilatos aos políticos, sempre populistas e alheios às verdadeiras, sensatas e prementes causas, o opróbio da história, incontestemente, repete-se. Palanques, púlpitos e mídias, onde o povo é encilhado e se coloca em posição ridícula e nem percebe que os reis estão nus, aliás, ironicamente, esse povo é que não se vê nu, ante seus pérfidos reis de estimação. Já aos autênticos cristãos, bastam-lhes um olhar para o lado, bastam-lhes a misericórdia e a caridade, que os caracterizam, para perceberem o quanto são melhores do que todos esses midiáticos senhores. 
     Há tantas mensagens nos chegando, a todo instante… e não se consegue ler o “urgente!”, em caixa alta, negrito e sublinhado, que se inicia as previdentes missivas: almas ao relento, enfermas, maltratadas, suplicantes, desnutridas, desvalidas… há tantas mensagens das quais fingimos não sermos os destinatários... 
     Mas a desesperança grita, estômagos afunilam, olhos inocentes, perplexos, doentes esbugalham-se… e nós, estúpidos, valorizando essas empoderadas e influentes personas, que só querem que permaneçamos onde estamos... que priorizam e elencam falsas necessidades, que iludam os tolos mortais, e que ao mesmo tempo os promovam a pretensa deidade. 
      Dos pergaminhos, aos atuais meios de comunicação, a mensagem pulsa e estridulamente alerta, nos aponta a nossa degradação, de forma tão nítida, mas tão nítida que, nos ensurdece e cega! 
     Mudou-se o gesto, mas vige a ignomínia, afinal nada se cria…, do outrora famigerado “lavar as mãos”, ao hoje inconsequente “dar de ombros”.
     Assim, bestial e ocamente, ou de mente oca, caminha a humanidade! 
     Valha-nos Deus! 
Ronaldo Aparecido Silva
Enviado por Ronaldo Aparecido Silva em 01/02/2021
Alterado em 02/02/2021


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