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A DOR MAIOR (Fariseus, escribas, Brutus, Judas, Dalila...)
A existência humana está irremediavelmente cingida e tingida pela seiva amarga da traição. Reconhecido como o Filho de Deus, Cristo montou no dorso de um jumento. Trazia nas mãos um ramo e, sob efusivos aplausos de um povo em festa, adentrou triunfante em Jerusalém. Dias depois, esse mesmo povo, que tão calorosamente acolhera o Rabi, escolheria, implacável, Barrabás. Porque a dor da traição não reside em seus efeitos nefastos e recorrentes. A maior e mais contundente dor é outra: saber de quem vêm e por que se dão beijos tão baratos e inconcebíveis. (RAS)
Enviado por (RAS) em 05/06/2017
Alterado em 10/09/2026 Comentários
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