(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

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O remoer de saudade

 

A saudade é como a lava incandescente,

Que queima o peito da gente e o peito é vulcão calado e triste, o coração, o primeiro a arder, o primeiro a virar cinzas e depois renascer...

 

A saudade brota do fundo da alma e traz consigo toda fervura, fundem-se todos os sentimentos, como a turba a buscar vazão.


A saudade se expande proporcionalmente à valia do ausente.

A saudade encurta o tempo da derrocada do pranto, a saudade explode no barulhento liquidificador das reminiscências.

 

A saudade queima a sensatez, remete a alma à sua pequenez, traz de volta o desejo daquele lugar, daquele alguém... ou de ambos... daquilo que ameaça nunca mais vir...

E essa distância provoca a abrupta e atômica erupção... saudade é vulcão ativo,  fogo vivo, ferida inflamada, em pus e lava a se expor, onde outrora floresciam as sementes das frondosas alegrias.


A saudade é tão triste... a arder ela persiste,

Nas lembranças... em canções... e se a ausência ainda insiste, se é de alguém que aqui ainda existe, tolas são suas razões.

(RAS)
Enviado por (RAS) em 31/01/2017
Alterado em 24/08/2026


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