(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

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Em um Eterno Noturno

 

O vento varre a folha seca,

o vazio, a lua cheia clareia,

uivos tangem a quietude

e o espírito inquieto vagueia.

 

Expostas, as flores balançam,

vidas noturnas se assanham,

bichos famintos despertam

e os ébrios da vida apanham.

 

Sombras refletem na rua,

o firmamento é puro show,

o mar se agita com a lua,

submissa, a maré marejou.

 

As noites cheiram a gardênia

e as bocas, a baratos buquês,

emergem nas almas boêmias

as dores que o mundo não vê.

 

A aurora escancara os efeitos

que a vida noturna produz,

o espírito volta ao seu leito

e a alma revê sua cruz.

 

As noites guardam, em seus mistérios,

costumes que as almas depuram,

as noites abrigam impropérios

que as chagas das almas não curam.

(RAS)
Enviado por (RAS) em 12/01/2017
Alterado em 19/08/2026


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