(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

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ADEUS OU "ALÚCIFER"?

 

Tão difícil pronunciar, quanto digerir... Chega a ser ensaiada.  

 

Deveria ser escrita separadamente: “à Deus”.  

Seria como entregar a Deus tão triste momento, para o devido afago e consolo.  

E talvez tenha sido essa a ideia. Carece de constatação.  

 

Isso, o “à Deus”, seria para a decisão necessária. Mas há um outro adeus...  

 

Antes de dizê-lo, o corpo manifesta:  engole-se seco, os olhos lacrimejam e os soluços se fazem incontidos!  

 

Um filme de duração relâmpago, incontinente, passa.  

O medo do definitivo tira a força da pronúncia, a voz vacila, mas o vocábulo grita!  

E o receptor assim o recebe,  

Em imensuráveis decibéis,  

Verdadeiro “estoura tímpano”!  

 

O adeus é como as mensagens eletrônicas:  

Não se apaga para o receptor.  

E o adeus no amor é sinal de que tudo vai mal.  

Parece emergir das entranhas e dilacera vísceras, o coração arde e congela-se o tempo, ali sente-se a duração da eternidade...  

 

É o adeus injustificável, último ato, talvez.  

E esse adeus é de tamanha tristeza, ue poderia, ao invés, pronunciar-se:  “alúcifer”.

(RAS)
Enviado por (RAS) em 22/12/2016
Alterado em 09/08/2026


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