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Cadê o sol, amigo, que alegrava os meus dias? O sol da vida que em mim resplandecia? O sol brilhante que dourava os meus sonhos? Cadê o imenso astro que tornava o céu risonho? O sol ardente que esquentava a minha alma? E, tão cioso, que espargia em mim a calma? Onde está a tocha etérea que ilumina o firmamento? O ente que inflava os ousados sentimentos? A maior estrela a ostentar quinta grandeza? O astro-rei de raríssima beleza? Onde está aquele orbe que é centro do universo? Aquele amor que foi o sol desses meus versos? — Onde estás? — O tempo apagou... — Como? — Ah, esse tal tempo é bem mais rei... só não engole a si mesmo... Intitulam-lhe Cronos, o eterno e implacável devastador! O insensível Cronos... (RAS)
Enviado por (RAS) em 16/08/2016
Alterado em 17/07/2026 Comentários
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