

![]() O Sol que Apagou
Felicidade é banquete divino. Aos mortais, migalhas que dele caem. Tornam-se deuses os que sonham juntos. Até voam e superam Ícaro, nos alados sonhos de amor e não apenas no de voar. Sonhos de amor são sóis que ardem. E quando se ferve, comumente, pula-se fora ou de vez derretem-se as ceras... E aí, escolhe-se o pretenso verdadeiro sol...
Entardece, vem a noite, às vezes eterna e fria noite, sombria até... E o que palpitava em êxtases, torna-se um titânico vazio, uma insistente ave a bicar-te o fígado... Triste ressurge a realidade... na solidão projeta-se o que valeu a pena, a contrastar-se à impensável frustração: a descoberta de se ter sonhado só. (RAS)
Enviado por (RAS) em 15/08/2016
Alterado em 13/07/2026 Comentários
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