(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

Até quando? 

 

Noites de serenos e saraus,

Noites de almas sem norte,

Avessas ao medo da morte, altas noites, altos mares...

Mares vãos de amores

Onde se afoga em dores o que foi em vão.

 

Noites contumazes, infindas, raramente lindas!

De ilusórias conquistas, ofício de piratas loucos,

A quem só bastam os runs...

 

Noites seresteiras de boêmias travessias,

Em mares de perdição.

Ah, coração! Nau aventureira, sem eira nem beira,

Em busca daquele porto...

Nas procelas, absorto, pela nefasta solidão.

 

Noites de serestas, saraus, ode ao caos!

A nau no breu adentra, a brisa as velas aventa,

E sangra o vazio coração.

 

Noites sinistras, batalhas por tesouros

Que se enterram na conquista...

E haja rum!

 

A nau flutua ao léu, sob as estrelas do céu,

Qual taberna flutuante...

E nos mistérios do mar, sob o escuro véu,

Engana o ébrio navegante.

Na noite de escarcéu, de tormentoso flutuar,

Vai-se a nau perdida, lacrimosa a marejar.

 

Noites que rasgam a solitude em runs e badernas...

Alma em súplica...

Tesouros afanados...

Joias lançadas aos porcos...

Por que, noite, és infinda e triste só pra mim?

(RAS)
Enviado por (RAS) em 09/08/2016
Alterado em 11/07/2026


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