
A Raia Evolutiva.
Espíritos.
Cavaleiros eternos montam seus densos corcéis. Cavalgam no tempo e nos mundos, com as rédeas do livre arbítrio.
Rédeas curtas domam instintos, tangem brisas, contornam vendavais. São propulsores do imaginário, fracionados no porvir dos segundos.
A cavalgada em trâmite é a retomada de tantas, já esquecidas pelo interminável e devido processo.
E seguem os cavaleiros a depurarem-se: muitos em puros sangues em pelo.
Muitos, em sofridos mas consoláveis adiantamentos, seguram a crina do selvagem hipomóvel, para melhor transporem os próximos cenários.
O conjunto é perfeito: obra de Deus!
Cúmplices nas necessárias escolhas, cavalgam na busca do transcender. Jornadas cansativas, mas que munem o cavaleiro de virtudes e sentimentos que o irão diferir, incomensuravelmente, de sua bruta montaria.
Assim, aproximam-se da luz a cada espaço percorrido nessa eterna e viciosa raia evolutiva,
onde os espíritos experimentam a loucura de um galope, numa delirante e maravilhosa aventura cósmica!
Avante, guerreiros!