

![]() Metamorfoses casuísticas.
O amor não causa espanto, E não surge numa esquina, Nos olhares só encanto, E a alma nem se atina.
O amor não é peleja, Que chega, invade de repente, O amor não se planeja, Simplesmente, o amor sente.
E quando ele, intenso, chega, Dizimando fortalezas, E sorrateiro se aconchega, Nos jardins das incertezas. Isso já não é amor! É aberração da mãe natura, É o soar de um tambor, Num prenúncio de amargura.
Há amores que não são amores, E sim “personas” da paixão, Altos mares de horrores, Onde se perde a razão, Desencantos, pranto, dores… Invariavelmente: Um mar salgado de ilusão…
(RAS)
Enviado por (RAS) em 20/01/2016
Alterado em 01/07/2026 Comentários
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