(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

Entrementes.

 

Há instantes em que minha mente quase se esvazia, qual o mar na iminência de um tsunami. As águas se afastam da orla... primeiro aviso, nada de sirenes... Um silêncio... um não pensar... E quem depende de meus pensamentos para se banhar? Somente eu...

As constantes ondas, de súbito, somem e parecem dirigir-se a um local de concentração... Lá receberão ordem para ajuntarem-se, crescerem e debandarem, qual estouro de mil boiadas. Assemelha-se a um desabafo de milhões de mega-hertz, que limpa a cabeça louca.

É o que ocorre em meus entrementes, de sons, cores, visões, sabores e odores umbralinos. Um turbilhão de arrasos em mim se faz, mesmo estando tão distante o originário epicentro...

(RAS)
Enviado por (RAS) em 06/12/2015
Alterado em 22/06/2026


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