Perfídia.
Cômodo demais pensar no teu adiantamento e ignorar a existência do outro.
Simples é calar-se, esconder-se e deixar para o outro o amargo peso da culpa...
Tão fácil acovardar-se e na comodidade do homizio, desonerar-se da devida explicação.
Difícil deve ser encarar as consequências das ardilezas, dos desnecessários blefes.
Difícil deve ser conseguir abrir um sorriso, depois de causadas tantas tristezas!
Difícil deve ser ainda encontrar-se são.
Mas, há almas resilientes,
Quais camaleões no ambiente,
Quais meretrizes às fantasias,
Quais bobos das cortes aos novos reis.
Aos descartados restam a imensa estrada, onde revezam-se poeiras e vazios...
O certo é que não faltarão as caronas, mas diante de tanta desídia, por ora, absurdo o medo delas.