Pontos de vistas.
O amanhecer se faz com o indesejável soluço de um mal tragado vinho,
De um brinde num dia que se nega a raiar,
Como se ingerida a esperança, entre goles revoltosos, a grisar a aurora.
É tudo como o amanhecer terrível de um velório, onde o finado é, de forma abrupta, o então dito imenso amor.
Ali se fazem presentes, perdidos, todos os sentimentos condolentes, inconformados.
Noite longa... O fragrância da dama-da-noite persiste em caracterizar o lamentável objeto do evento.
O pálido amor ali inerte, estirado, entre velas acesas de uma débil mente, aguarda os ritos finais,
Enquanto o coração triste o vela, na esperança de um suspiro improvável, mas por demais querido!
Imenso e dorido dia, mau vivido, entre “flashes” de lembranças...
Os olhos ardem e o coração, dilacerado e inconformado quer, ao lado do inseparável amigo, ser enterrado,
A tristeza se estabelece na constatação do definitivo desfecho, em prantos inevitáveis e suntuosos.
- Foi tão cedo!
Mas há quem diga que:
- Demorou…