Belígera mente.
Quero libertar você de seus lençóis,
Que são anzóis,
Puros anzóis.
Quero libertar você de seus colchões,
Que são arpões,
Puros arpões.
Quero libertar você de sua cama,
De quem não te ama,
Que só lhe engana.
Eu quero te desvencilhar da tua casa
Ser-te tuas asas,
Dar-te asas…
Eu quero, por ti, ser “Kamikaze”,
Que não se atrase,
Que não se atrase.
E despejar bombas de gás pela janela do teu quarto,
Ser teu incenso,
Teu último úmido lenço.
Quero desconstruir tudo que não é teu lar.
Quero restituir-te o direito de amar.
Quero ser de ti o paraquedas que se abrirá,
Abrandando as consequências dos teus saltos,
Mostrar-te os campos minados que engendrastes, com teus saltos altos…