(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

Proselitismo passional.

Cânhamos anestésicos, paralisantes,

Porropsia manifesta num retrovisor.

Debilitantes acontecimentos denunciam

O triunfar do indesejável desamor.

Cicuta abreviadora de amores,

Corpo estranho a emperrar a engrenagem do motor.

Informação de “bem ali” de um mineiro,

Sobe morro, desce morro, só se chega de trator.

E no fundo tudo, tudo é tão frustrante,

Desestimulante que garante a alucinante dor.

E por fim se chega a um fim tão entediante,

Que não é, enfim, o fim

Que o meu coração errante,

Já agonizante, tanto desejou pra mim.

E lá se vai meu coração ficando pequenino

Adeus de menino,

Pelo espelho mentiroso e fino,

Daquele tíbio e retrógrado retrovisor,

Que na distância faz sumir tudo pra sempre,

Exceto se é intenso, imenso e indestrutível amor.

(RAS)
Enviado por (RAS) em 08/09/2013
Alterado em 15/02/2026


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