

![]() ![]() As duas asas que tens. O amor é por Fênix alado, a paixão Ícaro alou, O amor a reviver é fadado, a paixão, se derrete – Acabou! O amor liberta, esbanja mansidão, faz-se presente nos certames florais, A paixão escraviza, traz a escuridão, sepulcro indelével, carnífice da paz. O amor alia-se à razão, a paixão tudo atropela. Amor é pura compreensão, a paixão, o contrário, verbera. Na paixão o ciúme especula, no amor dizem que ele não cabe, Tudo é questão de ler bula, só um pouquinho, quem sabe? A dose certa é cura, já o excesso envenena, Muito ciúme é agrura, ciúme nenhum, aliena. Evite as asas de cera, prefira as de sensatez, Nada dura a vida inteira, tudo tem hora e vez. Desvia-te das amarguras, busque o voo de paz, Pouse e colha doçuras, no sofrimento jamais. Não desperdiçai as juras, tudo é delével, fugaz. Não te cause clausuras, a vida já é curta demais, E para torná-la ternura, somente o amor é capaz. (RAS)
Enviado por (RAS) em 22/06/2012
Alterado em 20/12/2025 Comentários
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