Ronaldo

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos

Dívidas.

Carregarei em mim a marca de um engano,
Cicatrizes mentais de chagas imperceptíveis. 
Carregarei em mim o peso de um amor insano,
Marcas indeléveis de revezes quase incríveis.

O remorso me será a infeliz tatuagem,
Um autoflagelo de propósito nenhum.
A tristeza presente na minha bagagem,
Viagens sempre feitas para lugar algum.

Erros meus, erros meus!
Causam infelicidades,
Trazem indignidades,
Afastando-me de Deus.
Erros meus, erros meus !
São sementes que eu planto
Em canteiros que meu pranto
Regam todos os frutos teus.

Ah, esses erros a miúde e marcantes !
Que todos julgam e acusa a consciência, 
Esses erros de loucuras resultantes 
E de clausura suavizada na demência.

Os erros somem nos enterros,
Mas erro ao pó não retorna,
Homiziado na paz de um cerro,
Vil parasita da alma se torna.

Assim ele é parte da vida,
Parte da aventura humana.
O erro só inflama a ferida,
Se trai ou a outrem engana.

Erros meus, erros meus!
Sejam tão somente meus,
Erros meus,
Os efeitos teus, erros meus!




Ronaldo Aparecido Silva
Enviado por Ronaldo Aparecido Silva em 04/01/2018
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