(RAS)

Nem tudo que reluz é ouro. (Mas reluz!)

Textos



Opacidade.

De repente anoitece
Excessivamente escurece
E eu não vejo mais você.
Busco a luz numa prece
Enquanto o escurão que acontece
Bruscamente me enlouquece
E consegue me envolver.
Por dentro a angústia me corrói,
O coração chora e dói
E chega literalmente a derreter.

São-me tão ruins as noites
Cada pensar é um açoite
Que a minha alma esvazia.
Então eu quero me embrenhar
Nesse breu e não voltar
A ver mais a luz do dia.

Sem você é tudo assim
Essas noites não tem fim
E meus dias são pequenos.
Sem você o meu sol não brilha,
É tão longa a minha trilha!
E a solidão é o meu veneno.

Sua ausência me machuca,
Entorpece minha cuca
E meu desgosto é imenso.
A tristeza me aluga
E eu procuro a minha fuga
Nos efeitos de um incenso.

E assim me aborreço
E para o “underground” eu desço
E bebo o vinho dos lamentos.
E de mim, então, me esqueço
Tomo Passe e rezo o Terço
E apuro os sentimentos.

É assim a sua ausência
Traz à tona a demência
Que habita o meu ser.
E vai chegando a idade
E eu vou perdendo a vontade
De viver sem ter você.

Vou correndo contra o tempo,
Procurando um novo invento
Que me leve até você.








 
(RAS)
Enviado por (RAS) em 10/01/2013
Alterado em 30/03/2020


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